Esperamos, desconfiados
Do SLB, do meu SLB, esperei mas desconfiei sempre: a inconstância das exibições, a qualidade duvidosa de mais de metade do plantel (quando comparada com a dos mais directos competidores) fizeram elevar o consumo de ansiolíticos e de nitroglicerina, durante os jogos dos recém-campeões nacionais, pelos mais frágeis e apaixonados adeptos.
Foi o meu caso, esgotadas que foram as soluções-amuleto. A saber: o relógio da sorte deixou de resultar no Belenenses-Benfica, o pelúcio oficial do Benfica regressou à gaveta no Rio Ave - Benfica e até o wallpaper do telemóvel com o símbolo do clube foi substituido por uns golfinhos simpaticamente inofensivos post-derrota em Penafiel.
Adepto, sócio no caso vertente, toma sempre o desejo por realidade e, às vezes, uma ou outra exibição de "engate" até me faziam crer que "tínhamos homens". E a verdade é que por mérito próprio, mas também por demérito alheio, se conseguiu inverter, pontualmente?, a tendência para o abismo das últimas duas décadas.
Importa, portanto, festejar muito mas com os pés assentes na terra: é necessário prosseguir a diminuição do déficit orçamental monstruoso do clube e, ao mesmo tempo, investir selectivamente em activos de qualidade. Saber se os dirigentes do clube são, ou não, capazes de ter a lucidez, a coragem e os meios para prosseguir este caminho e inverter, definitivamente, a tendência é a interrogação que fica já no curto prazo.
Espero, mas desconfio. Oxalá me engane porque as oportunidades escasseiam e já se ouvem rumores de que vêm aí os russos...
A palavra pertence, agora, ao governo, perdão!, à SAD.
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